quinta-feira, 19 de abril de 2007

Usuário de banco na internet precisa ter cuidado com cliques

Apesar de muita gente desconfiar e preferir não fazer transações bancárias
ou compras pela internet, esses mecanismos são bastante seguros se o usuário
tomar alguns cuidados.

Para poder usar tranqüilo o internet banking e lojas on-line, é necessário
ter softwares como navegador, antivírus e anti-spyware atualizados e
ativados.

O que mais coloca o usuário em risco, porém, são os links que levam à
instalação de programas maliciosos, clicados pelo usuário em e-mails, no
Orkut ou no mensageiro instantâneo, diz Marcelo Lau, diretor-executivo da
empresa Data Security.

Esses programas, uma vez instalados, podem roubar senhas do banco e números
de cartões de crédito digitados pelo usuário quando ele acessa o site do
banco ou faz uma compra.

"Não acredite em e-mails que prometem fotos de participantes do "Big Brother
Brasil" e com outros assuntos populares. Isso não existe", afirma Lau.

Nessa época do ano, período de entrega da declaração de Imposto de Renda,
chegam e-mails que fingem terem sido enviados pela Receita Federal. O órgão
não envia e-mails e não se deve clicar em links dessas mensagens.

Os bancos e sites de comércio eletrônico, porém, também têm que fazer a sua
parte. Segundo Lau, muitas vezes os clientes têm dúvidas, e os funcionários
do banco não conseguem respondê-las. Outros clientes são vítimas de fraude e
dizem que o banco não os orientou quanto à segurança na internet.

Mais senhas

Para tentar ficar um passo à frente dos criminosos, os bancos vêm
implantando novas tecnologias para garantir a segurança no internet banking.

Alguns bancos oferecem aos clientes um programa contra cavalo-de-tróia a ser
instalado no computador. Outros pedem informações pessoais do cliente quando
ele acessa o site, com perguntas que mudam sempre.

Várias instituições enviam um cartão de senhas ao cliente, com dezenas de
códigos; o site pede um deles a cada acesso. Assim, mesmo que um programa
roube a senha do cliente, outro código será pedido no próximo acesso.

Mais avançados ainda são os "tokens", chaveiros eletrônicos que exibem uma
senha que muda a cada poucos segundos e que deve ser digitada ao acessar o
internet banking.

Os bancos aumentam a cada ano a segurança da sua infra-estrutura de
tecnologia. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estima que, em 2006,
as instituições tenham investido R$ 5,3 bilhões em tecnologia.
(PAULA LEITE - jornalista - Folha de São Paulo)

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